O que é Economia Criativa?

 

 

A Economia Criativa se tornou uma poderosa força de transformação no mundo de hoje, é o que diz o Relatório de Economia Criativa 2013, elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). É um dos setores que mais cresce no mundo e que contribui para a economia com geração de emprego e renda.

Mas o que é Economia Criativa? O conceito só foi estabelecido e ganhou expressão a partir dos anos 2000. Entende-se por Economia Criativa atividades econômicas, modelos de negócio, produtos ou serviços que tenham como “matéria-prima”, insumos primários ou conteúdo simbólico, a criatividade ou o capital intelectual de indivíduos, que interagem com a tecnologia e propriedade intelectual. Essa nova economia tem como foco o potencial individual ou coletivo e suas capacidades de produção de bens e serviços criativos e inovadores.

As atividades que são consideradas da Economia Criativa são do setor de moda, design, artesanato, cultura, tecnologia, jogos, telefonia e diferentes tipos de uso da internet. Porém, há de se considerar que existem outras atividades que ainda não foram englobadas no conceito de Economia Criativa.

Ranking mundial

De acordo com o relatório, já citado acima de 2013, a Economia Criativa movimentou cerca de US$ 624 bilhões (2011) , além de ter impulsionado as exportações, em países em desenvolvimento, com um aumento de 12,1%. A Economia Criativa representa, nessa mesma publicação, em média 5,2% do PIB em 40 países pesquisados.

Ranking nacional

Estima-se que Economia Criativa formal represente entre 1,2% e 2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e aproximadamente 2% da mão de obra e 2,5% da massa salarial formal, de acordo com o estudo (2013) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea.

Outra pesquisa, feita em 2011, mostra um número ainda maior, de 2,7% do PIB, o estudo foi realizado pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). O resultado coloca o Brasil entre os maiores produtores de criatividade do mundo, na frente de países como Espanha, Itália e Holanda.

Uma outra pesquisa interna a ser considerada foi realizada pela Fecomércio São Paulo, levando em conta características socioeconômicas das cidades, a capacidade das populações em fabricar artefatos têxteis e tapeçaria, desenvolver programas de computador, abrir agências de comunicação, produzir espaços e peças cênicas e outros tipos de frentes artísticas. Denominado Índice de Criatividade das Cidades, nesse estudo, descobriu-se as principais capitais que estão despontando com a Economia Criativa, tais como, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte.

Devido ao potencial de crescimento da economia criativa no Brasil, foi implantada em 2011 a Secretaria da Economia Criativa sob o comando do Ministério da Cultura. Sua missão é conduzir a formulação, a implementação e o monitoramento de políticas públicas para o desenvolvimento local e regional, priorizando o apoio e o fomento aos profissionais e aos micro e pequenos empreendimentos criativos brasileiros.

Sem dúvida, a Economia Criativa é um fenômeno mundial que não se pode ignorar, pelo contrário, é um setor que precisa de mais fomento e formalização.

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